Gilmar Mendes reconheceu assembleia do partido que destituiu Eduardo Machado da presidência e escolheu Marcelo Aro

Após decisão do ministro Gilmar Mendes, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o deputado federal Marcelo Aro (MG) tornou-se o novo presidente nacional do PHS. O parlamentar ingressa no comando da legenda em meio a polêmicas e processos judiciais que podem, até mesmo, retirá-lo do partido.

Na decisão de Gilmar, publicada na última quarta-feira, ele considerou válida uma deliberação partidária que elegeu Aro e determinou sua recondução à presidência do PHS e, consequentemente, o afastamento do antecessor, Eduardo Machado.

Em 2017, Machado foi denunciado por colegas de legenda após usar o dinheiro do fundo partidário do PHS para comprar quatro carros de luxo em concessionárias da família dele.

Segundo o presidente do PHS de Betim, Ronievon Fonseca, Aro conseguiu reunir os integrantes da sigla que pediam a saída de Machado para elegê-lo em nova assembleia. A gestão de Machado questionou a eleição e, por isso, o fato foi parar no TSE.

Para Fonseca, a entrada de Aro na presidência do partido não possui “legitimidade”. “É um golpe atrás do outro, não tem qualquer legitimidade essa presidência dele. Há um processo em andamento que, a qualquer momento, pode fazer com que Aro seja expulso do partido”, diz.

O processo ao qual Fonseca se refere é uma disputa no PHS mineiro, em que membros da legenda acusam Marcelo Aro de ter cometido irregularidades em diretórios municipais para se manter no poder.

Na semana passada, o deputado estadual Dirceu Ribeiro (PHS), em entrevista à rádio Super Notícia FM, defendeu que o deputado federal deveria renunciar e sair da sigla. “Marcelo Aro, o presidente, deveria, para o bem do PHS, renunciar hoje. Aliás, hoje não, já devia ter renunciado ontem, pois o partido tem que ser humano, solidário e de todos. Não o partido de um ditador, porque, na verdade, ele (Aro) está fazendo com o PHS o que ele bem entende. Ele toma as decisões dele com o grupinho dele e pronto”, criticou.

Debandada. De acordo com Fonseca, há um movimento no PHS de Minas que defende a realização de uma plenária para “redefinir” o partido. Segundo o dirigente, a perspectiva da continuidade de Aro na legenda pode prejudicar o futuro do PHS. “Se ele continuar, teremos cerca de 17 prefeitos deixando a legenda. O partido vai se enfraquecer muito”, conta. Para Fonseca, o motivo para Aro querer comandar a sigla é um só: “Vamos ter uma eleição financiada por fundo partidário feito com dinheiro público. Por isso estamos vendo golpes e tentativas para tentar assumir o comando do PHS”, avalia.

O deputado Dirceu Ribeiro deu declaração que acompanha o dirigente: “O que nós queremos, e nós vamos fundo nisso, é uma auditoria no PHS. Nós queremos que Aro saia do PHS”.

A reportagem tentou contato com o deputado Marcelo Aro e sua assessoria de imprensa, mas as ligações não foram atendidas.

FRASES

“É um golpe atrás do outro. Há um processo em andamento que, a qualquer momento, pode fazer com que ele (Aro) seja expulso do partido”.

“Se ele continuar, teremos cerca de 17 prefeitos deixando a legenda. O partido vai enfraquecer muito.”

“Vamos ter uma eleição financiada por fundo partidário. Por isso estamos vendo golpes e tentativas para tentar assumir o comando do PHS.”

Ronievon Fonseca
Presidente PHS de Betim

“Marcelo Aro, o presidente, deveria, para o bem do PHS, renunciar hoje. Aliás, hoje não, já devia ter renunciado ontem.”

Dirceu Ribeiro (PHS)
Deputado estadual

FOTO: UARLEN VALERIO – 31.7.2016
Marcelo Aro
Marcelo Aro conseguiu apoio para alcançar a presidência do PHS

 

 

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