Capital. Na reabertura da modalidade, a Caixa terá R$ 4 bilhões para emprestar aos interessados

BRASÍLIA. A Caixa Econômica Federal reabre nesta terça-feira (2) a linha habitacional Pró-cotista, destinada aos trabalhadores que têm conta no Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). A modalidade, que oferece juros mais baratos (de 8,66% ao ano), foi suspensa no primeiro semestre de 2017 por falta de recursos. Além de retomar os empréstimos, o banco vai elevar, de 50% para 70%, a cota do financiamento para imóveis usados. Com isso, o tomador poderá oferecer uma entrada menor. No caso de imóveis novos, o percentual será mantido em 80%.

O aumento da fatia do empréstimo para imóveis usados valerá para os contratos enquadrados no Sistema de Amortização Constante (SAC), em que as prestações começam mais altas e depois vão caindo ao longo do contrato.

Na reabertura da linha, a Caixa terá R$ 4 bilhões para emprestar aos cotistas – valor inferior aos R$ 6,1 bilhões contratados no ano passado nessa modalidade. Diante da demanda, os recursos deverão se esgotar rapidamente, admitiu o vice-presidente de Habitação da instituição, Nelson de Souza.

Na modalidade, não há limite de renda, desde que o tomador tenha na conta do FGTS um saldo equivalente a pelo menos 10% do valor do imóvel. O empréstimo pode ser pago em até 360 meses, na aquisição de imóveis de até R$ 950 mil em Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo e Distrito Federal. Nos demais estados o teto é de R$ 800 mil.

Caso o Conselho Monetário Nacional (CMN) decida prorrogar o valor máximo do imóvel para R$ 1,5 milhão (que vigorava até 31 de dezembro), a Caixa elevará o valor.

Concessão de financiamento diminuiu nos últimos meses

BRASÍLIA.Segundo o vice-presidente de Habitação da Caixa, Nelson de Souza, a linha Pró-cotista está sendo retomada porque os valores envolvidos são pequenos e não demandam uma reserva elevada capital do banco. “Temos condições de reabrir o Pró-cotista agora porque a nossa carteira suporta”, disse ele.

Nos últimos meses, a Caixa reduziu o ritmo de concessões de crédito, suspendeu novos pedidos de empréstimo para a classe média e passou a operar somente com o “Minha Casa, Minha Vida” para atender a famílias com renda bruta de até R$ 4.000. Isso foi possível porque o FGTS e a União concedem subsídios e isso compensa a exigência de reserva de capital da Caixa.

Para liberar outras linhas e voltar a contratar, a Caixa espera o presidente Temer sancionar, nessa semana, projeto que autoriza o FGTS a capitalizar o banco em até R$ 15 bilhões numa operação sem prazo de vencimento.

 

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