Investigador da polícia de trabalho na área em torno de um supermercado na cidade alemã de Hamburgo, onde um homem matou uma pessoa e feriu várias outras em um ataque de faca

Uma pessoa foi morta e seis outras ficaram feridas, algumas com gravidade, nesta sexta-feira (28) em um ataque com faca num supermercado de Hamburgo.

Horas depois, a polícia local informou que o autor do ataque é um homem de 26 anos que nasceu nos Emirados Árabes Unidos.

“Ainda não dispomos de informações confiáveis sobre as razões do ataque”, indicou uma autoridade policial.

“O agressor entrou no supermercado e começou de repente a atacar clientes”, acrescentou.

Em seu site, o jornal alemão Bild publicou uma foto do agressor com uma sacola branca cheia de sangue sobre sua cabeça. De acordo com o veículo, ele teria gritado “Alá é grande!” antes de atacar.

O suspeito fugiu após o ataque, mas foi perseguido por testemunhas que alertaram a polícia.

“Trata-se de um atacante solitário. As primeiras informações evocavam uma tentativa de roubo como possível razão, mas isso não foi confirmado”, indicou a polícia de Hamburgo em sua conta no Twitter.

A polícia isolou a área, no noroeste da cidade, a segunda maior da Alemanha que recebeu, em julho, os líderes do G20 para uma cúpula.

Segundo o Bild, a polícia antiterrorista também foi enviada para o local do crime.

A Alemanha está sob alerta de ameaça terrorista, principalmente desde que, em dezembro, um homem matou 12 pessoas atropeladas com um caminhão em uma feira natalina em Berlim.

O grupo extremista Estado Islâmico (EI) reivindicou o ataque, lançado pelo tunisiano Anis Amri, de 24 anos, que teve seu pedido de asilo negado no país. Este foi o pior atentado terrorista em território alemão, mas não o primeiro.

Em 2016, o EI reivindicou um ataque com bomba na cidade de Ansbach (sul) que feriu 15 pessoas. Seu autor, um sírio, foi o único a morrer. Neste mesmo ano, um afegão armado com um machado causou pânico em um trem na Baviera. Feriu cinco pessoas até ser morto pela polícia.

Nos dois casos, os agressores eram requerentes de asilo. Os investigadores suspeitam de que a radicalização aconteceu na Alemanha e que eles não foram enviados de um país estrangeiro para cometer atentados – caso dos extremistas islâmicos que atacaram Paris em novembro de 2015.

Os serviços de Inteligência da Alemanha estimam em dez mil o número de pessoas radicalizadas no país, incluindo cerca de 1.600 consideradas potencialmente violentas.

A Alemanha está na mira dos grupos extremistas, principalmente por seu envolvimento na coalizão que combate o Estado Islâmico no Iraque e na Síria, assim como no Afeganistão desde 2001.

As tropas alemães não participam das operações de combate, apenas de missões de reconhecimento, formação e fornecimento de material..

 

AFP

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