Uma das empresas investigadas é a União embalagens LTDA, localizada no Mercado Novo, no centro de BH

Na manhã desta terça-feira (13), a Secretaria Estado de Fazenda, com apoio da Polícia Civil e Militar, cumpre seis de busca e apreensão e três de condução coercitiva em Minas Gerais. A operação, nomeada de Beleza Impura, é um combate à sonegação fiscal e tem como alvos sete empresas que seriam de fachada e que eram usadas para ajudar o esquema de sonegação do Imposto de Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) em Uberlândia, Perdões, Oliveira, Campo Belo, Betim, Poços de caldas e Belo Horizonte. Esse esquema de fraude pode ter causado um prejuízo de R$70 milhões aos cofres públicos.

operação beleza impura
Entre as empresas envolvidas no esquema, está a União embalagens LTDA, localizada no Mercado Novo, no centro de BH

Em Belo Horizonte foram cumpridos dois mandados de coerção coercitiva e um de busca e apreensão. Segundo o gerente da superintendência de fiscalização da Receita Federal, Carlos Damaceno, as investigações começaram há 2 anos na distribuidora de cosméticos MIX, em Uberlândia, que revende para todo estado produtos de beleza da marca Vult. “A empresa emite notas de vendas para vários estados com valores muito baixos, quando entra em Minas o tributo é recolhido com valor inferior e com isso o estado perde o ICMS e entra na MIX com preço subfaturados. O objetivo é identificar o esquema de irregularidade e exigir o imposto que deixou de ser recolhido no estado de Minas”, explica.

Segundo Damaceno, uma dessas empresas usadas pela Mix é a União embalagens LTDA, localizada no Mercado Novo, no centro de BH. “É uma das empresas que a MIX embalagens usava para viabilizar o esquema de sonegação de impostos. A loja emitiu em 6 meses notas que ao todo giram em torno de 1 milhão”, disse Damaceno.

A loja estava fechada e um chaveiro foi chamado para abrir o estabelecimento. Uma mulher desempregada de 40 anos foi encontrada em casa, no bairro Santa Efigênia, e foi levada pelos agentes da Receita Federal para prestar esclarecimentos ao Ministério Público. A suspeita é de que ela foi usada como laranja para facilitar o esquema.

“Tive meus documentos perdidos, nunca tive empresa no meu nome. Estou tranquila, pois não tenho nada a temer”, disse a suspeita. Outra mulher, também com suspeita de envolvimento no crime, foi encontrada em uma casa em Santa Luzia e também encaminhada para o Ministério Público, ela não quis dar entrevistas. Outros estados também estão sendo alvo da operação como Espírito Santo, Goiás e São Paulo. Os envolvidos podem responder pelos crimes de falsidade ideológica, e sonegação de impostos.

Jornal O Tempo

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