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Valério, que afirmou que ficaria em silêncio, deu várias declarações à juíza

Ao falar sobre a delação que negocia com a Polícia Federal durante audiência na Justiça mineira, nesta sexta-feira (7), o empresário Marcos Valério chegou a dizer que o senador Aécio Neves, o ex-governador Eduardo Azeredo e o PSDB teriam medo do vazamento das informações sobre o esquema, conhecido como “mensalão tucano”, que abasteceu com recursos ilícitos a campanha de reeleição de Azeredo, em 1998. “O medo era do PSDB, do Eduardo, do Aécio. O medo não era meu”, disse à juíza.

Segundo ele,  muitas pessoas não queriam que ele fizesse a delação premiada. “Muita gente trabalhou para que eu não fizesse. ‘N’ manobras foram feitas”, disse. Estes argumentos são usados por Valério para convencer a magistrada de que os fatos novos que serão apresentados na delação da PF mudará tudo. Ele, que está preso há quatro anos pela condenação pelo “mensalão petista”, chegou a tentar a delação com Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), que não sinalizou ter aceitado a proposta em junho do ano passado.

Ele afirma que foi usado para pagar chantagem a Cláudio Mourão (que foi tesoureiro da campanha de Azeredo). “Sei o que era e a PF também sabe. O que o Cláudio ia apresentar acabava com a história do PSDB em Minas. Por isso ele recebeu a grana. Citei essas pessoas antes da delação da Odebrecht”, disse durante a audiência. Ele afirmou ainda que o partido teria pagado depois mais dinheiro para calar Mourão.

“Não vou ser bode expiatório de ninguém mais. Tem história cabulosa do porque a Cemig resolveu patrocinar os eventos. A senhora juíza vai ficar escandalizada. Mas o MP não quis que eu trouxesse fatos novos aqui. O lucro dos eventos, dinheiro vivo, foi tudo entregue pra campanha a reeleição do Azeredo”, falou Valério. “Isso é pra todo mundo do governo sair preso na cadeia”, continuou.

O empresário continuou, afirmando que, quando resolveram “meter a mão” no lucro dos eventos, a agência interveio falando que, então, “vocês patrocinam”. “Aí vem a história pra todo mundo ir pra cadeia. Metade do governo da época”, garantiu.

Em nota, a assessoria de imprensa do PSDB afirmou que Aécio Neves “não é parte e não é sequer citado no processo que ficou conhecido como ‘mensalão mineiro'”. Além disso, a legenda diz que as acusações de Marcos Valério são falsas e, por isso, ele vai “responder a futuras ações penais por denunciação caluniosa”.

Leia a nota na integra:

“Inicialmente, informamos que o senador Aécio Neves não é parte e não é sequer citado no processo que ficou conhecido como “mensalão mineiro”.

Em audiência realizada nesta sexta-feira (07/04), o Ministério Público, novamente desacreditando das palavras de Marcos Valério, pediu o prosseguimento da ação penal movida contra ele. Lamentavelmente, o que se tem mais uma vez é a prática de acusações falsas, que certamente levarão Marcos Valério a responder a futuras ações penais por denunciação caluniosa. Espera-se que o Judiciário tome as devidas providências, pois recentemente ele juntou documentos falsos perante o juízo de Lagoa da Prata buscando induzir o Juízo a erro, em nítida obstrução da Justiça.

Condenado criminalmente a uma pena de quase 40 anos de reclusão em regime fechado, Marcos Valério é conhecido pelas inverdades que propala. Ao longo do tempo, ele muda versões, cai em contradições e vem mentindo de forma sistemática sem qualquer comprovação, para chamar atenção da imprensa e tentar obter benefícios pessoais. Muitas das mentiras mirabolantes que ele inventa já foram inclusive desmentidas pelos seus ex-sócios e por outras pessoas que ele cita como suas testemunhas.

Tal pessoa, que zomba da Justiça e da verdade, será desmentida pela realidade dos fatos.

Assessoria de Imprensa do PSDB-MG”.

 

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